Diabolik volta a ser publicado no Brasil - Entrevistei o editor responsável por isso, Leonardo Campos


1 – Leonardo Campos, apresente-se aos leitores que ainda não te conhecem e nos conte um pouco da sua relação com os fumetti?
Leio fumetti há mais de 20 anos. Comecei com Tex em 1997, um pouco antes da Mythos assumir o título mensal e foi paixão à primeira vista. De lá pra cá, corri atrás de tudo que já havia sido publicado no Brasil e posso dizer com certeza, que é meu estilo de quadrinhos preferido. A ideia de virar editor começou ano passado, com a vontade de trazer de volta ao Brasil personagens que eu curtia muito, e que, por diversos motivos, haviam sido cancelados. Assim, a Editora 85 nasceu.


2 – Você foi responsável por trazer Dampyr de volta ao Brasil. Para isso você criou uma campanha de financiamento coletivo no Catarse. Agora Diabolik vem por aí, também teremos um Catarse para ele, ou será diferente dessa vez?
Diabolik seguirá o mesmo caminho de Dampyr. Uma campanha será aberta em breve no Catarse com o objetivo de divulgar o personagem e captar verba para auxiliar na impressão do material licenciado.



3 – Diabolik já foi publicado no Brasil, mas acredito que muitos da nova geração não lembram do personagem nas nossas bancas/livrarias. Poderia sintetizar o personagem e seu universo?
Diabolik é um anti-herói criado na Itália nos anos 60. Frio e calculista, planeja os mais bem engendrados crimes junto de sua parceira Eva Kant. Seu algoz, o inspetor de polícia Ginko, também com uma inteligência acima da média, busca incessantemente caçar Diabolik e fazê-lo pagar por seus crimes. Uma briga de gato e rato que encanta gerações há décadas, na Itália.



4 – Como será esse retorno do personagem ao mercado nacional? Formato, distribuição...
Nossa edição será de bolso, formato original de Diabolik, nas dimensões 12x17cm, e com 480 páginas, reunindo 4 histórias completas do personagem, publicadas em 2015 na Itália, na série mensal.


5 – Com mais de 850 edições publicadas na Itália, existe um vastíssimo material inédito para ser traduzido e publicado no Brasil. Qual foi o critério para a seleção das histórias que serão publicadas primeiro aqui?
Os enredos de Diabolik sempre usaram muita tecnologia da época em questão. Desta forma, optamos por um material mais recente e moderno.

6 – Tendo negociado com a Bonelli e com a Astorina, você lidou com gigantes. Alguma particularidade, curiosidade ou diferença entre as editoras quanto às exigências editoriais para que as HQs sejam publicadas por aqui?
Não existem muitas diferenças, toda a negociação é feita com a Panini Italiana, que faz o intermédio entre as partes. A primeira proposta de cada material já foi aprovada sem restrições, então não posso dizer que tenham sido negociações difíceis. Além da questão financeira envolvida, penso que seja muito bacana ver seu material despertar o interesse de outros países.

7 – O plano é que essa seja a 1ª de muitas edições do personagem em terras brasileiras?
Esse é o plano, com certeza! A única variável é o resultado de vendas, somando-se os apoios na campanha inicial e as edições vendidas de forma direta, posteriormente.



8 – Gostaria de agradecer pela atenção e gentileza em conceder esta entrevista e deixarei esta última pergunta em aberto pra você nos contar algo que queira e que não lhe foi perguntado:
Enquanto as vendas do volume de inéditas do Dampyr acontecem (o que permitirá sua continuidade nas mãos dessa Editora), vamos trabalhar para que Diabolik busque também seu espaço junto aos leitores brasileiros. Esperamos de coração que este retorno agrade a todos e possamos dar sequência ao projeto de publicá-lo no Brasil. Material de qualidade é o que não falta!

PS: Gravei um vídeo sobre o retorno de Diabolik, assiste aí 😉



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