28/09/2017

No estúdio de Raphael Pinheiro


O entrevistado da vez é o quadrinista e "youtuber" nas horas vagas, Raphael Pinheiro.



1 - Em quais projetos está trabalhando atualmente?
Muitas coisas ao mesmo tempo! Além do canal no Youtube que consome um tempo maior do que eu imaginava, estou escrevendo um quadrinho curto sobre arquitetura contando a história do Largo de São Francisco aqui no Rio. Também estou ilustrando o volume 2 de Pindorama, um quadrinho escrito pelo Erick Volgo que teve o volume 1 publicado na CCXP Nordeste no início do ano. A ideia é que o Pindorama fique pronto pra CCXP de Dezembro junto com o Salto. Link para a campanha de Salto no Catarse!


2 - Quais são seus instrumentos de trabalho e técnicas mais utilizadas?
Acredito que cada projeto peça certas técnicas. Eu tenho o costume de usar modelos 3d de referencia, desenhar sempre no A3 e arte-finalizar tudo no tradicional antes de pintar digitalmente. Como eu disse, esse é o "pipeline" básico que sofre alterações pra cada projeto. Tem uma série de vídeos no meu canal chamada "fazendo quadrinhos em 7 passos" onde eu falo sobre isso certinho.


3) Quem são seus autores de referência?
Eu sou apaixonado pelo trabalho do Moebius. Sempre fui. Além dele, posso citar Alex Alice, François Schuiten, Benoît Peeters... a lista vai longe porque cada dia eu conhece um artista novo que é incrível! Pra citar uns nomes mais conhecidos do mercado americano, gosto muito do traço do Adam Hughes, do David Aja e do David Mazzucchelli também.


4) Tem algum “ritual” antes de começar a desenhar? Qual a sua rotina de trabalho?
Eu simplesmente vou lá e desenho hahahha rituais acabam sendo contraproducentes pra mim. Eu só coloco um folk ou country/blues pra tocar e começo a desenhar logo cedo. Quanto antes começar, antes vai ficar pronto e eu vou ficar feliz!

5) Quais são os autores que devemos ficar de olho?
Falando em escala global, Tom King é uma boa pedida. Eu ficaria de olho também nas publicações europeias chegando aqui principalmente pela Mino. A galera precisa conhecer mais o universo incrível das BDs. Falando de brasileiros, o novo Teocrasília do Denis Mello tá lindo, recomendo fortemente. O Hugo Canuto tá com uns projetos valorizando a cultura nacional com orixás e tal que também vale a pena conferir. São autores indie, mas acho que essa é a proposta. Os mainstream você conhece indo na livraria hehe

6) Tem algum objeto preferido no seu estúdio?
Não é um objeto, é uma parede de posters! Quando eu preciso tomar um ar, basta levantar a cabeça da prancheta e vejo um mar de referências incríveis. Tem vezes que eu olho pra um mesmo poster por semanas seguidas e acabo descobrindo um traço novo que resolve algo de um jeito que eu não teria pensado! Sempre se cercar de boas referências é essencial.

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Entrevista conduzida por:
Luan Zuchi