Resenha de Parágrafo #2 Por Wendrick Ribeiro




Na segunda coluna só revistas estreantes sobre comedores de bodes, coelhos de cartola, detenção, filhos de pessoas mortas, toga e um mundo maravilhoso onde todos se respeitam e se amam dançam Macarena.


Bizarro #1 (Publicado por DC Comics, Nota: 9 chupa-cabras fofos numa escala de 10)

Não sei o que a DC estava na cabeça em fazer uma revista estrelada pela contraparte “negativa” do Supinho, porém que a história é divertida isso é sim. O enredo da HQ é basicamente uma Road Trip, do Bizarro que tem um Chupa-Cabra de estimação ♥ com Jimmy Olsen, que está nessa pra escrever uma matéria pro Planeta Diário . Olsen também é fio condutor da narração e pespectiva da revista, uma escolha sabia do roteirista Heath Corson, já que se fosse vista pelo Anti- Superman, seria algo difícil de ser entendido. A arte cartunista de Gustavo Duarte dá o tom de humor necessário para esta revista seja de fato divertida e interessante para todas as idades. Não espere nada de personagem profundos e complexos aqui. A ideia é que tudo seja uma grande diversão para todo mundo com a sutileza de mostrar como são construídas boas amizades não importando sua aparência e comportamento. Algo que a revista cumpre bem e apresenta um vilão digno do nome da publicação: bizarro.


King: Mandrake, the Magician #1 (Publicado por Dinymite Comics, Nota: 7 truques com cartas numa escala de 10)

Respeitável público que nos lê. Anunciamos agora o maior espetáculo da Terra. A volta do meu personagem favorito da Era de Ouro dos Quadrinhos: MANDRAKE. Estrelando Mandrake, o Mágico que agora vive num mundo contemporâneo sem tecnologia, sendo uma ótima desculpa para continuar o personagem da onde as histórias de Lee Falk e Phil Davis parou. Ainda neste número temos Mandrake fazendo mágica e vários e vários personagens do cânone fazendo participação só para mostrar que ainda existem. Os pontos fortes do show são da arte e cores de Jeremy Treece na medida do roteiro de Roger Langridge com diálogos bem atrativos e basicamente isso mesmo já que o plot é quase uma cartola de mágica que não se sabe se na próxima edição teremos um coelho branco ou uma flor de plástico. Pela nostalgia e diversão, vale a compra do ingresso!


Runaways #1 (Publicado por Marvel Comics, Nota:C- numa escala de Notas Padrão EUA)


WTF! Ainda estou tentando entender o que eu li, serião! Quando a Dra. Casa das Ideias, a.k.a Marvel anunciou que teríamos uma revista derivada da Secret War dos Fugitivos, comecei a me animar já que veria Victor Mancha e cia de volta a sua cruzada pra que seus pais super-vilões não os pegassem, porem esqueci o que era SECRET WAR e nutri um expectativa desnecessária que acabou dando em uma decepção estrondosa. Por partes, a revista não é ruim e muito menos uma bosta, porém quando eu vi que a história era nada mais nada menos, que heróis teens tentando fugir da Escola Suprema do Dr. Destino, com o Soldado Invernal como monitor de corredor e a [SPOILER] Valquíria Richards como diretora [FIM DO SPOILER]... AHHHHHH.... Acho melhor passarmos para a próxima resenha entes que eu urre mais de tanta raiva!


Robin: Son of Batman (Publicado por DC Comics, Nota: 10 Morcegos- Humanos numa escala de 10)

Esta nova serie solo protagonizada pelo próprio filho do Demônio tem tudo que uma boa história precisa: personagens emotivos, bons diálogos e leve doses de humor. O seu desenrolar nos situa com um Robin com senso de justiça provindo do lado Batman dele, mas que ainda tem de lidar com a herança de Al Ghul. O fato da história ser contada de forma não-linear deixa todo o desenrolar mais atrativo, além de ajudar aos novos leitores a se situar e entender o que está acontecendo. A adição de mais um bichinho, um morcego humano chamado Goliath, cria uma dinâmica solida e envolvente, que faz a revista se desenvolva de forma orgânica. E Damian, meus amigos, está sendo ele, incrivelzinho da maneira dele, fofo e cruel ao mesmo tempo, do jeito que a gente gosta. A revista de Damian Wayne ou Damian Al Ghul(Você Decide!), conduzida por Patrick Gleason, da capa a capa, é embalada pela evolução que todos os fã do quarto garoto prodígio deseja: um menino que aprendeu com os erros e está seguindo o legado do pai. Vale muito a pena ler.


Greenfish e Seus Mundos Paralelos #1 (Publicado de forma independente por Jeferson Aguiar, 10 sopas de lentilha numa escala de 10)

Hora de falar dos amiguinhos. Greenfish é uma história épica (mesmo), bem escrita, desenhada e colorida, que tem como protagonista um garoto louco por LENTILHAS que descobre que seu passado está atrelado aos deuses do olímpio numa história cheia de referências da cultura pop. O trabalho que o Jeferson faz nesta HQ é de saltar os olhos com aquarelas belíssimas que dá vontade de parar a leitura e ficar olhando, só para apreciar. E quem é que não gosta de aquarelas não é mesmo? Cada quadro pode ser facilmente emoldurado e exposto em uma galeria de tão lindo que é. O design dos personagens é um detalhe a parte, já que a composição deles, junto com os diálogos afiadíssimos do texto, nos apresentam pessoas que possamos nos inspirar ou que reconhecermos ser, principalmente o GF que acredito ter um pedacinho de mim e vice e versa (excluindo a parte de ter milhões dos anos). E por Zeus que tenhamos mais coisa boa desta webcomics, que misture tão bem diversas referências se mantendo autentica e original naquilo que propõe.

E ai, o que achou? Gostou? Odiou? Falei algo errado? Concorda plenamente com tudo que foi dito? Não leu nenhuma ainda então não pode dizer que é ruim? Quer casar comigo? Deixe sua opinião e indicação de quadrinhos pra ler. Vai que eu resenho. Até a próxima!



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