Resenha de Parágrafo #1 - Por Wendrick Ribeiro

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A Quadrinhosfera está sempre aberta a colaborações que tragam bom conteúdo, acredito que esse seja o caso deste post. Após esta introdução eu (Luan Zuchi) passarei a palavra para o Wendrick Ribeiro, que gentilmente aceitou o convite para escrever posts quinzenais aqui no blog. 
A série do Wendrick será composta por postagens quinzenais, em cada postagem serão 5 HQs comentadas por ele no espaço de um paragrafo para cada título. 

Espero que vocês curtam e deem as boas vindas ao cara.

Então com a palavra: Wendrick Ribeiro!

Corporação Batman Novos 52 (Publicado por Panini/DC Comics, Nota: 8 bat-rangues numa escala de 10)

Este encadernado entra para minha listinha obscura que compila todo amor e ódio que sinto por Grant Morisson. O escocês escreveu talvez um dos conceitos mais excêntricos do Batman, numa história que se autocritica o tempo todo. Lógico que esta fase não é nenhum Watchman, mas diferente antes pré-novos 52 tem um fio condutor que cria uma história com uma boa dinâmica entre a Bat-Fámilia. A única coisa que pega para mim é o que considero o melhor e a pior coisa desta fase: O que acontece com o Damian. Eu nunca vou perdoar a atrocidade que o Grant fez com ele. Faz isso com Jason Todd que já está acostumado, mas não faz com o Damian (que aliás é meu Robin favorito). Eu até derramei um suor do olho quando vi a cena. O menino já tem problema demais sendo pré-adolescente e tendo aquele rolo de família materna, e ainda tu me inventas isso. Não é assim que se resolve um plot não. E antes que eu me esqueça: BATVACA, melhor spin-off do Batman ♥.




Almanaque da Magali #51(Publicado por Panini/Mauricio de Sousa Editora, Nota: Um sorriso numa escala de uma criança emburrada)

Sim, é isso mesmo que você leu aí em cima e eu não estou brincando. Aliás eu assino até. Ler Almanaques é um daquele momentos que encontro comigo de 8 anos de idade e relevo tudo e esqueço um pouquinho os problemas de adulto. Neste que estou resenhando, a história principal coloca a comilona com o Cascão brincando de bonecas, no que acredito ser uma discussão simples, mas bem resolvidas sobre aquele velho problema de gênero que é se determinado brinquedo é de menino ou menina. Se eu não me engano esta historinha tem versão animada até. No miolo também tem Piteco, Tina (♥), Astronauta e Mingau e uma ótima tirinha de última página, daquelas de rir. Recomendo muito pela nostalgia e para quem quer manter vivo a infância e reencontrar história que já leu como acontece direto comigo.




Miss Marvel #16(Publicado por Marvel Comics, Nota: 9 corações numa escalade 10)

Hora de me conter. Se eu tenho um amorzinho atual na Marvel o nome dela é Kamala Khan. A descendente de paquistaneses, é a heroína que mais traduz o sentimento de quem sempre cresceu lendo quadrinhos de super-herói para o tempo atual, pegando uma nova fatia de fanboys. Nesta edição por exemplo, Miss Marvel tem que lidar com o fim de mundo (num daquele tie-ins da Secrete Wars), suas tretas inumanas e familiares, tudo de uma vez só no roteiro incrível da G. Wilow Wilson com aquela arte lindinha de sempre do Adrian Alphona. De novo não cai na pieguice e nos clichês de quadrinhos da que dita Casa das Ideias vem dando aos seus quadrinhos que vendem mais. Adendo importante: a última página, amigos, vai te fazer querer ler a próxima edição só para ver a reação da minha heroína favorita da Marvel. Se eu estivesse no lugar dela estaria surtando apenas!




Cover #8(Publicação Independente, Nota: 6 heróis nacionais numa escala de 10)

Vamos falar dos amiguinhos. A última edição do Cover do senhor José Amorim, e o que eu chamo de ponte. Eu classificaria como filler, mas não cabe pois acrescenta algo. Temos um clichê do vilão que prende o herói na maca e revela seu plano. Temos também um diálogo que só poderá ser entendido futuramente. E também temos uma versão do mal do herói em questão que ainda nem tem nome. É basicamente isso, uma ponte para algo que eu espero ser melhor, bem melhor. Antes que você me pergunte, eu já leio seus pensamentos: Sim, compensar ser ler . Pela Arte. Pela Cores. Pelo que o personagem pode se provar sendo muito mais que um misto de Spawn e Venom. E pelo Futuro que espero ser totalmente desapegado de clichês para realmente contar uma história boa, relevante e mais direta algo que esta última ficou devendo.




Action Comics #41( Publicado por DC Comics, Nota: 7 numa escala de 10 Power-Ups)

Eu não gosto do Superman. Mas eu realmente amei a história. Vou ser curto e grosso: Gosto mais do lado Man do que lado Super dele. A revista do Grek Pak e do Aaron Kude, me pegou de um jeito que fazia tempo que eu começava a ler uma revista que estava pouco me lixando no início e quando terminava queria mais. A História não tem nada demais assim dizendo, porém, o desenvolvimento do personagem que é o grande trunfo. Eu nunca vi este lado humano do Supinho bem desenvolvido desde Grande Astros do Morrison (olha ele de novo aqui). Claro a proporção é outra e o contexto também, já que a Lois Lane revelou para todo mundo a identidade secreta dele (o que uma mulher atrás de um Pulitzer não faz) e tem uma pá de gente caçando ele e o que acha a minha atenção em meio a isso tudo é a forma em que retratam o personagem em meio a estas adversidades e como ele fica mais humano que como dizia aquele emoji TOP. Que venha a Action Comics #42 pfvr.


Se você gostou, odiou, não concorda comigo ou até quer discutir, é só comentar ou me adicionar nas redes sociais aí pelo mundo. Em breve tem mais. Até lá!

Wendrick é estudante de publicidade, roteirista amador, trouxa barra otário, nerd old school, adorador de Deadpool e respira quando tem tempo.


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