O que Mark Waid acha de não ganhar nada por sua HQ usada como referência em O Homem de Aço!?


O Homem de Aço tem referências diretas, falas, cenas, de HQs de Byrne da década de '80, quando o mesmo reformulou a origem de Superman. Porém, também foi usada como referência direta a HQ de Mark Waid O Legado das Estrelas. 


Questionado sobre sua participação no filme e se receberá alguma coisa pelo uso de suas ideias, Waid respondeu:
superman"Não, eu não ganho nenhuma compensação financeira por O Homem de Aço, nem Grant Morrison, cujas palavras em Grandes Astros: Superman ganharam a voz de Russell Crowe, nem John Byrne (talvez ele ganhe algo por ter criado o robô Kelex, que é um personagem e não um conceito tipo "salão cheio de embriões kryptonianos"), tampouco outros roteristas e desenhistas (fora os criadores Siegel e Shuster) cujas contribuições ao mito Superman foram utilizadas no filme. E tudo bem. Não é o ideal, mas a gente sabia das regras quando topou o serviço. Por mim, sinceramente, meu sorriso quando ouvi as frases de O Legado das Estrelas no trailer - a confirmação de que eu havia dado algo de duradouro a um personagem que me deu tanto - vale mais do que qualquer quantia em dólar", escreveu Waid no seu site Thrillbent.

Waid ainda fala sobre como funciona essa coisa de dinheiro recebido por criações que viram brinquedos, ao que citou o caso de Impulso, personagem criado por ele e o "lucro" que lhe rendeu quando o mesmo ganhou um Action Figure, "uns duzentos, trezentos dólares quando lançam uma action figure e alguns centavos por coletânea ou venda digital; somando tudo, dá um bom jantar a cada dois, três meses"


A DC tinha uma outra política de compensação quando o comando era do publisher Paul Levitz, que rendia alguma grana quando ideias, diálogos e outras criações eram usadas em filmes e outros.
"Muito de vez em quando, gente (como Levitz) dentro de uma empresa consegue trazer uma versão pessoal de ética e briga para que se façam gestos que não visam lucro mas que têm benefício financeiro duradouro. O que a gente precisa entender é que, quando isso acontece, é uma falha no sistema (...) Ficar irritado porque isso não acontece com mais frequência me parece uma perda de tempo, pois, de início, é uma coisa que não devia acontecer."disse Waid.
Levitz deixou o cargo em 2009 e a coisa tá assim agora. 

Pra finalizar Waid deixa a dica: ele adora trabalhar com personagens de grandes editoras, mas os autores devem saber ao que estão se sujeitando e que se a ideia é manter direitos e lucro o negócio é fazer algo por conta e risco, como ele mesmo está fazendo com seu site de quadrinhos digitais Thrillbent.


Luan Zuchi



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